Emoção, memória e um olhar atento para o futuro marcaram o primeiro dia da Jornada Motirô BA 25 Anos, realizado hoje. O evento, que celebra um quarto de século de impacto social da organização, foi palco para a apresentação dos expressivos resultados dos projetos desenvolvidos no biênio 2025/2026. A abertura reuniu pesos-pesados da saúde pública: representantes do Governo do Estado da Bahia, da Prefeitura de Salvador e forças vivas da sociedade civil, como a RNP+ e a APROSBA.
O tom humano do encontro foi estabelecido logo no início. Em um discurso emocionado, o Coordenador Geral, Javier Angonoa, resgatou a trajetória de lutas da instituição. Ele foi seguido por Fátima Medeiros, fundadora do antigo GAMPS (Grupo de Apoio às Mulheres Positivas de Salvador), o “nome de batismo” que deu origem à força do que hoje é a Motirô BA.
O impacto de chegar onde o poder público muitas vezes não alcança foi o foco da fala de Ramon da Costa Saavedra, diretor da Diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental da Bahia (DIVISA). Essa mesma visão foi compartilhada pela Diretoria de Vigilância da Saúde (DVIS) de Salvador, que reforçou o compromisso da gestão municipal em apoiar as ações da ONG na promoção da saúde comunitária.
Para Moysés Toniolo, conselheiro nacional de saúde e diretor da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV na Bahia, a equação é simples: o trabalho da Motirô não apenas promove saúde, mas é um pilar no fortalecimento dos próprios movimentos sociais.
Uma ponte entre a rua e a academia
Na mesa dedicada às parcerias, ficou claro que a Motirô BA transita com a mesma eficiência tanto nos laboratórios quanto nas ruas. A Dra. Theolis Bessa, da Fiocruz Bahia, revelou detalhes de uma cooperação inovadora: um projeto conjunto para avaliar uma nova vacina contra a tuberculose, provando a força da ciência unida à sociedade civil.
A academia também marcou presença com a Dra. Joilda Nery, da UFBA e do Instituto de Saúde Coletiva (ISC). Ela destacou que, desde 2024, a parceria mútua tem transformado a formação dos alunos. Essa troca rica entre acadêmicos e as atividades da Motirô BA abre novas percepções vitais para os futuros profissionais da universidade.
Trazendo a voz das ruas, Sandra Regina, do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, emocionou ao relatar como a união com a Motirô tem levado letramento em saúde coletiva aos integrantes do movimento. Hoje, eles não são apenas atendidos, mas atuam ativamente nas atividades de educação em saúde.
Encerrando as discussões, Djara Mahin, da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, exaltou a diversidade dos mobilizadores da organização. Com o compromisso de buscar novos meios para apoiar a Motirô de forma ainda mais contundente nos próximos anos, a promessa deixada no ar é uma só: mais impacto social e cada vez mais soteropolitanos beneficiados.
Confira algumas fotos do primeiro dia:

































































