Entre os dias 5 e 8 de maio, Niterói (RJ) transformou-se na capital latino-americana do ativismo LGBTQIAPN+ ao sediar a 10ª Conferência Regional da ILGA LAC. Sob o lema “Orgulho Antifascista pela democracia”, o evento reuniu organizações de toda a América Latina e Caribe para articular defesas políticas cruciais em um 2026 marcado por eleições no Brasil. Mais do que um debate sobre direitos, o encontro expôs dados alarmantes sobre como a LGBTfobia trava o desenvolvimento de toda a nação.

O Peso Econômico da Exclusão
Uma parceria inédita entre o Banco Mundial e o Instituto Matizes revelou o impacto financeiro da discriminação. A exclusão de pessoas LGBTQIAPN+ não é apenas uma violação de direitos humanos, mas uma barreira para o PIB nacional.
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R$ 94,4 bilhões: É a estimativa do que a economia brasileira perde anualmente devido à exclusão.
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Barreiras Sistêmicas: Dificuldade de acesso ao emprego digno, saúde e moradia de qualidade impedem o avanço da comunidade.
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Desigualdade Regional: Os estados do Norte e Nordeste registram os maiores índices de homicídios por LGBTfobia por 100 mil habitantes.
A Urgência da Sobrevivência Trans
Apesar de sua imagem festiva e diversa, o Brasil mantém um título sombrio: o país mais mortal para a comunidade na região. Um dado específico chocou os conferencistas: a expectativa de vida de uma pessoa trans no país é de apenas 35 anos, a menor da América Latina.
Motirô BA: Fortalecendo Redes no Nordeste
Como entidade membro da ILGA, a Motirô BA consolidou sua atuação internacional durante a conferência. A organização reafirmou seu compromisso com projetos de saúde e inclusão produtiva, focando especialmente em quem vive em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
A participação foi viabilizada pelo apoio estratégico do Estado da Bahia, da DIVEP (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) e da AstraZeneca, reforçando que a luta por direitos depende de parcerias sólidas entre o terceiro setor e a iniciativa pública e privada.
Confira algumas fotos do evento:
Pergunta para comentário: “Você sabia que o preconceito gerava um impacto financeiro tão alto para o país? Como você acredita que as empresas podem ajudar a reverter esse cenário?”
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